O 5G no Brasil está cada vez mais próximo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o texto do leilão para concessão das faixas de radiofrequência do 5G em fevereiro e aguarda a análise do Tribunal de Contas da União.
O leilão não tem data marcada, mas está previsto para julho de 2021. Segundo o ministro de Comunicações, Fábio Faria, o 5G estará disponível em todas as capitais brasileiras ainda em 2022.
Conforme o 5G se aproxima da realidade aqui no Brasil, surge o questionamento sobre quais efeitos isso deve ter para o mercado das fintechs e para os consumidores de serviços financeiros.
O 5G é uma evolução da tecnologia de transmissão de dados móveis com baixa latência, isto é, o tempo de resposta do servidor a um dispositivo é mínimo. Para se ter uma ideia, enquanto a latência do 4G é de 50 milisegundos, o 5G pode chegar a menos de 1 milisegundo.
Com isso, o 5G traz grandes oportunidades ao levar internet rápida para vários tipos de dispositivos, como automóveis, instrumentos hospitalares, câmeras e equipamentos de segurança, entre muitos outros – a chamada Internet das Coisas.
Desse modo, o 5G se direciona principalmente a inovações na indústria, com aplicabilidade na área da saúde, agropecuária, segurança, transportes, e muitos outros. O 5G também pode viabilizar a oferta de conexão de banda larga fixa aos domicílios brasileiros sem a necessidade de cabeamento.
O 5G pode ter um impacto de até US$ 86 bilhões no PIB global de serviços financeiros até 2030, segundo estudo da consultoria PwC. Na América Latina, a projeção é mais modesta: US$ 1 bi até 2025, e US$ 3 bi até 2030.
Segundo o mesmo estudo, um dos grandes potenciais do 5G para a indústria dos serviços financeiros é avançar na digitalização, apostando na jornada digital dos clientes, e possibilitando a redução de custos com os canais físicos, especialmente a rede de agências e postos de atendimento.
Mas os economistas da PwC também destacam a oportunidade que a rede 5G traz para reduzir perdas com fraudes. Isso porque o 5G também aumenta a precisão dos dados utilizados em protocolos de segurança, de localização ou reconhecimento facial, por exemplo.






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